Resenhas EP Tormenta


ROADIE CREW#97 - Por Ricardo Batalha

Quando vi esse CD pensei que o Tormenta, grupo paulista de speed/trash dos anos 80, tivesse voltado à ativa. Mas este, formado por Rogener Pavinski (vocal e guitarra), Flávio Santana (guitarra), Ricardo Minutti (bateria) e Fernando "Muttley" (baixo), vem de Ribeirão Preto (SP) e surgiu no final dos anos 90. Produzido de forma independete, o EP-Demo Tormenta traz 32 minutos divididos em nove faixas (contando a 'intro' Pralaya) com o mais puro Metal nacional cantado em português.

E, diga-se de passagem, que Metalzão! É aquele tipo de som que vc nota que sai do coração, da alma. O instrumental vai na linha do Speed e Thrash, com algumas dobras de guitarra na escola Iron Maiden, mas com bases principais que remetem ao Metallica (antigo). São riffs pegajosos daqueles perfeitos para bater cabeça e vocais mais agressivos e rasgados lembrando nomes como Taurus, Dorsal Atlântica e Vulcano. Pode não ser o mesmo Tormenta, mas a proposta é mesmo o resgate do Metal dos anos 80.


Metal Zone webmaganize
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Metal Zone webmaganize www.metalzone.com.br Se você está de saco cheio das bandas que ouve ou procura algo sincero e realmente empolgante, tenho uma ótima indicação: Escute o EP auto-intitulado da Tormenta. Vinda do interior de SP, a banda executa um Thrash Metal totalmente oitentista com letras em português.

Então já vá fazendo uma imagem na sua cabeça; resgatando aquele peculiar clima da década de 80, onde as bandas realmente se preocupavam com a cena, qual o principal exemplo disso: A Dorsal Atlântica. É justamente essa a grande influência da Tormenta, tanto na parte lírica quanto que toca a musicalidade. Mas o som não se limita somente a Thrash Metal, o Heavy Tradicional – principalmente nos solos- ajuda a engordar a sonoridade da Tormenta.


 


 THUNDERGOD ZINE - Por César Augusto
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Com a semente plantada no final dos anos 90 e batalhando pelo Under, a banda foi atormentada por 2 anos de inatividade e voltou a ativa em 2005 para logo no ano posterior lançar o Ep “Tormenta”, que é o 1 º registro da banda. Gostei da capa mui simplória com raios tempestuosos, que saibam serem lançados pelo ThunderGod (r..s..). Inclusive, a faixa nº 1 se trata de uma Intro chamada “Pralaya” com um ar carregado de suspense e sons de trovões e relampejos ao fundo.

Então, é um quarteto forma o grupo – Rogener Pavinski (Vocal e Guitarra), Flávio Santana (Guitarra), Ricardo Minutti (Bateria) & Fernando “Muttley” (Baixo) – e o estilo executado é o Heavy/Thrash Metal de forma trabalhada que vociferam as faixas em português para sete composições que locupletam quase 33 minutos de thrasheira num transcorrer de passagens com bastantes partes cadenciadas e outras mais rápidas e diretas, desenvolvendo-as agressivamente com riffs e bases cavalgadas em suas pegadas, até mesmo remetendo a lembranças do velho Metallica, e solos demarcando os arranjos, os quais se solidificam com a coesa cozinha (bateria/baixo) em irada comunhão junto também aos vocais furiosos, e um trecho da fudida faixa “Destruição Fatal”: "...terror e violência nos encaminharão à destruição fatal...” acaba por denotar o terror e violência sonora destes paulistas que vos Tormenta. (CA)



Rock Underground - Rodrigo Sanches


Thrash Metal visceral! Mais um pouco, poderia ser um full lenght! O interior de SP reage na cena Thrash, visto por esta banda de Ribeirão Preto! São sete faixas matadoras, o encarte é completo, com todas as letras, em português. Os riffs de Flávio Santana e Rogener Pavinski (também vocal, rasgado) vão causar uma tormenta em seu cérebro! A banda segue uma linha próxima da Bay Area com algo do Thrash alemão. Completam o time a cozinha formada por Fernando Muttley (B) e Ricardo Minutti (D).



And Heavy Metal For All

Formado em Ribeirão Preto (SP) no final dos anos 90, o quarteto do TORMENTA chega ao primeiro trabalho com o EP-demo homônimo, contendo sete músicas (a última dividida em três partes). A sonoridade é calcada no heavy/thrash metal cantado em português, o que nos remete a bandas brasileiras do início dos anos 80 e também ao Metallica (antigo). Em pouco mais de meia hora, o conjunto prova ter competência e qualidade para se firmar na cena.

Os pontos chaves do CD ficam por conta das guitarras, que oferecem interessantes "duelos" e riffs pegajosos. Porém a cozinha pesada e os vocais agressivos completam a sonoridade. O grupo também aposta na mudança rítmica fornecendo momentos cadenciados seguidos de seqüências rápidas, como em "Obssesão". A arte gráfica é simples, mas criativa e com uma produção bem profissional. O quarteto aposta bastante no material, inclusive se dispondo a lançar-lo oficialmente caso algum selo se interesse. Vale a pena conferir! Nota: 8,50 (Antonio Rodrigues Junior - Março/2007)





All the Bangers Zine por Cristiano "Frank" Gonçalves.

Alguns podem achar que escrever sobre música é fácil. Na verdade, é um ofício ingrato.
Analisem os fatos. Trabalhamos de graça (ou quase), temos que ter um conhecimento no mínimo satisfatório sobre o assunto (isto implica em muito dinheiro investido na aquisição de materiais) e, para piorar, muitas vezes recebemos materiais tão ruins, que nem o Bush mandaria para o Sadam (R.I.P.).

Diante de tantos problemas, afinal, o que nos motiva? A simples razão de acreditar no Underground e nas bandas competentes que existem neste mundão, principalmente no Brasil. É gratificante receber um material que o capricho começa pela apresentação, passa pela produção e termina na vontade de fazer música pesada e bem feita. É gratificante receber um material como o da Tormenta.

Com a proposta de voltar às raízes do metal nacional, a banda aposta no Thrash Metal cantando em português. O vocal é agressivo, mas permite definir com detalhes cada palavra. As guitarras não abusam da virtuose, preferindo investir no feeling, com riffs e solos cativantes. O baixo e a bateria cumprem bem suas funções, contribuindo para o encaixe perfeito entre todas as partes. Como resultado final, algo no mínimo, nostálgico. A escolha de timbres também foi boa, assim como a produção. Em resumo, Metal oitentista que valoriza nosso idioma.
Se alguém considerar a Tormenta anacrônica, que tente fazer melhor.




SITE METAL ATACK (metal magazine onlne)

Banda formada no final de 1998 em Ribeirão Preto, interior de SP, passou por várias trocas de integrantes, chegando a encerrar as atividades a banda retornou em 2005 e lança seu primeiro registro, que inicialmente seria uma demo e acabou virando um EP com pouco mais de 30 minutos e mostra um pouco do que será feito no debut da banda. Gravado e mixado no Under Stúdio em Ribeirão Preto e produzido pela própria banda o EP apresenta um ótimo Thrash Metal cantado em português, com influências de metal tradicional e um pouco de Doom Metal em algumas músicas mais lentas.

A demo abre com a intro ''Pralaya'' seguida da cadenciada ''Desprezo e Ganância'', que lembra Slayer na fase do South Of Heaven.''Abismo'' é uma das melhores faixas do disco, com ótimos riffs e vocais rasgados  de Rogener, lembrando nomes como Taurus,Vulcano e principalmente Dorsal Atlântica.''Obssesão'' é outro destaque no disco, com ótimo instrumental e vocais furiosos.''Destruição Fatal'' conta com um ótimo trabalhode guitarras claramente influenciadas por Slayer e um refrão grudento.

A curta instrumental ''Prelúdio do Fim'' abre espaço para a parte final do disco, com quase 10 minustos de duração a música ''Tormenta'' dividida em 3 partes começando pela instrumental ''I - Profecias'' emendada com a destruidora ''II - Alarme'' seguida de ''III - Juízo Final'', os destaques do disco são essas 2 faixas que despejam riffs furiosos,uma bateria insana e a ótima atuação  do vocalista Rogener, lembrando um pouco o mestre Carlos Lopes do eterno Dorsal Atlântica,uma das maiores influências da banda. Em resumo esse disco é uma boa pedida para quem curte Thrash Metal e as grandes bandas do metal nacional como Dorsal Atlântica e Taurus.

Resenha por Eduardo Hellbloody & Metal Attack



SITE ROCK ON STAGE

        O Tormenta é uma banda originada em 1998 na cidade de Ribeirão Preto/SP. Desta época até hoje, eles tiveram algumas mudanças na formação e o line-up que grava este EP é o seguinte: Rogener Pavinski - Vocal/Guitarra, Flávio Santana - Guitarra, Fernando Muttley - Baixo e Ricardo Minutti - Bateria. Com o time estável, a banda começa as sessões que dariam origem ao seu primeiro álbum demo, mas a coisa cresceu e tornou-se um EP com sete canções no estilo thrash metal old school, bem na linha do Slayer, porém, com uma diferença: cantado em português. O responsável pelas gravações ocorridas no Under Studio entre maio e agosto de 2006 foi Rômulo Felício  e o seu bom trabalho deu à banda, com certeza a sonoridade oitentista desejada.

        Pralaya é a faixa de introdução do cd, que em meio a uma atmosfera sinistra com vários trovões -  uma tormenta propriamente dita  - abre o campo para  Desprezo e Ganância, a segunda, que possui as levadas dos anos 80 em linhas cadenciadas e com vocais bem agressivos. Sem que se perceba a alteração de faixas, pois o peso das guitarras de Rogener e Flávio são mantidos, assim como as excelentes intervenções na bateria de Ricardo Minutti e no baixo de Fernando Muttley temos Abismo, a terceira faixa deste EP do Tormenta, e quero que fique atento para o trecho ao meio da música que acelera-se e é ideal para o headbanging.

        Em seguida temos Obsessão, que já entra com muita distorção nas guitarras e uma incidência precisa na bateria e no baixo que ganham velocidade quando temos a entrada dos vocais agressivos de Rogener, que levam Obsessão a um andamento quase punk com destaque também para os ótimos solos de guitarra. Em Destruição Fatal novamente tenho que aclamar o trabalho do baterista Ricardo Minutti, que dita o ritmo nesta quinta faixa do EP do Tormenta, e, em meio a vários efeitos de metralhadoras e muitos solos de guitarras, temos a canção mais rápida deste trabalho. Destruição Fatal, não deixa de ser uma crítica a caótica situação das grandes cidades brasileiras e é aquela que já causa aquela vontade de voltar a ouví-la.

        Prelúdio do Fim é uma bela canção instrumental que exibe uma levada mais sombria e melancólica para então chegarmos em Tormenta, que é dividida em três atos, sendo que o primeiro é Profecias - um dedilhado leve que é rompido pela potência da trinca baixo, guitarras e bateria. Na segunda parte, Alarme, o vocalista Rogener vem atacando junto à pesada parte instrumental vociferando com fúria cada verso da música. Encerrando essa trilogia e o EP temos Juízo Final na mais alta velocidade das guitarras e muita violência nos vocais.

        Praticar um thrash metal oitentista e cantar em português é relativamente uma tarefa difícil, ainda mais nos dias atuais, afinal, com raras exceções, poucas bandas de thrash metal cantam na língua de Camões. Mas, como eles realizam essa tarefa com competência e qualidade, com certeza estes fatores credenciarão o Tormenta para que brevemente gravem o seu primeiro full-lenght, mesmo enfrentando todas os problemas que sabemos que existem no underground brasileiro.

    Por Fernando Júnior



STRYKE - Virtual Metal Magazine

 Esta banda de Ribeirão Preto/SP foi formada em 1998, algumas mudanças em sua formação causaram períodos de inatividade tendo o grupo retornado ao cenário em 2005.
Executando um thrash metal de influências oitentistas e cantado em português, no final de 2006 a Tormenta lançou este EP que originalmente seria um Demo CD.
Este álbum tem um som agressivo, bases rasgadas no melhor estilão oitentista, cantando em português trás uma certa nostalgia para os mais antigos.
Rogener Pavinski (v/g), Flavio Santana (g), Ricardo Minutti (bat) e Fernando “Muttley” (b) mostram seu competente trabalho em todas as músicas, com destaque para “Desprezo e Ganância” e “Tormenta”, que é divida em três partes.
Mais um bom grupo de thrash que ainda tem muita batalha pela frente. Nota: 8,5
(Bob Riot)



RESENHA METAL VOX

Isto realmente é uma demo? Porque o track list tem exatamente sete músicas e além disto há todo um esmero com a parte gráfica. Diferencial perante as inúmeras bandas que acham que lançar uma demo é somente gravar em fundo de quintal e fazer parte gráfica da forma mas tosca e econômica possível – parabenizo o Tormenta por isto.

Já a parte sonora a banda demonstra seguir os bons caminhos do Thrash Metal com influência do bom e velho Heavy Metal tradicional - nada que associe o Tormenta com este revival retrô do Thrash tão em voga hoje em dia. E tudo isto meus caros leitores tendo o também guitarrista Rogener Pavinski 'vociferando' as letras em português claro e inteligível.

O quarteto oriundo de Ribeirão Preto (SP) conseguiu lançar um EP de ótimo nível e com certeza irá agradar em cheio os headbangers, não tenho dúvidas disto!

Autor: Jaime Amorim


O primeiro EP auto-intitulado da banda Tormenta realmente faz o seu dia ficar mais legal. Oriundos do interior paulista o som dos caras fará muitos bangers antigos chorarem.

O que quero dizer com isso: o que temos aqui é um Thrash Metal totalmente oitentista com letras em português - nota-se que a banda busca resgatar a peculiar “atmosfera” daquela época - e certas horas se você fechar os olhos, logo virá a sua cabeça a lendária banda Dorsal Atlântica. As semelhanças são muitas tanto na parte instrumental quanto no timbre de voz de Rogener Pavinski muito similar ao de Carlos Lopes. Mas a influências não transitam somente em torno do Thrash Metal, nota-se algo de Heavy Tradicional principalmente nos solos de guitarra.

Todas as faixas possuem um altíssimo nível tendo uma ressalva maior para ”Despreza e Ganância” , “Abismo” (com um solo muito legal no início caindo em uma levada bem speedy), e a perfeita e muito bem arranjada “Tormenta” faixa que dividi-se em três partes. Com uma introdução bem Iron Maiden e uma levada muito interessante com certeza essa música merece ser ouvida várias vezes.

A produção do EP está muito boa, dando para ter uma ótima audição de todos os instrumentos. Destaco o trabalho de guitarras, com riffs secos, bases pesadas e solos bem encaixados.

O Tormenta sem sombra de dúvidas é uma promessa do Metal Nacional. Vale a pena conferir o trabalho deles. Sinto que em breve ouviremos falar muito dessa banda.

Por Matheus Vieira
Novo Metal